terça-feira, 8 de abril de 2014

Bioethics MOOC - Georgetown University, Kennedy Institute of Ethics

Bioethics MOOC - Georgetown University, Kennedy Institute of Ethics


PHLX101-01: Introduction to Bioethics explores some of the most difficult — and fascinating — moral challenges we face in health, medicine, and emerging technologies.

Should we clone humans? Who owns our DNA? How much control should we have over how and when we die? When does medical treatment turn into medical enhancement — and should we care? Is rationing health care good, bad, necessary — or all of the above?

This course will explore fundamental moral issues that arise in medicine, health, and biotechnology. Get behind the headlines — and polarized debates — and join others who want to think deeply and openly about these problems. Some are as old as life itself: the vulnerability of illness, the fact of death. Some are new, brought on by a dizzying pace of technology that can unsettle our core ideas about human nature and our place in the world. And nearly all intersect with issues of racial and gender equality, as well as policies affecting the world's most vulnerable populations.

Designed to introduce students to the range of issues that define bioethics, together with core concepts and skills, this course should be of interest to undergraduates, health care professionals, policy makers, and anyone interested in philosophy or ethics.

Register today:

https://www.edx.org/course/georgetown...

Follow the making of the MOOC online:

http://making-the-mooc.org

segunda-feira, 31 de março de 2014

O aborto voluntário é legal em Cabo Verde

        
O aborto voluntário é legal em Cabo Verde
Segundo os dados recolhidos junto dos Centros Hospitalares do país, em 2011 foram parar aos hospitais com sequelas provocadas por aborto 1697 mulheres. Isto, num país onde a interrupção voluntária da gravidez foi legalizada com a aprovação da Lei n.º 9/III/86 de 31 de Dezembro, e no Decreto n.º 7/87 de 14 de Fevereiro, que regulamenta a mencionada lei. O legislador nacional optou por despenalizar a interrupção da gravidez nas primeiras semanas de gestação – até doze semanas -, em estabelecimento hospitalar devidamente credenciado e sob assistência médica (artigo 2º da Lei n.º 9/III/86). Ademais, após as 12 primeiras semanas de gestação, a lei também permite a interrupção da gravidez por motivos de preservação da saúde física e psíquica da mulher e do feto, nomeadamente lesão grave, risco de morte, possibilidade de contágio de enfermidade e graves defeitos físicos ou mentais (artigo 3º da Lei n.º 9/III/86).
Desconhecimento da lei
Mas o desconhecimento da lei poderá estar na origem das posições assumidas quanto a legalidade do aborto voluntário. Observa-se dos dados do estudo que mais de meta de das mulheres declaram ter conhecimento da legislação do país que regula a prática da interrupção voluntária da gravidez. Contudo, a ignorância nesta matéria é mais acentuada do lado dos homens. “Do universo somente 39% admite saber da existência desta legislação. O desconhecimento sobre a legislação é assumido abertamente por 47% dos homens, enquanto, no universo das mulheres essa proporção é de cerca de 39%. Preferiram não responder a essa questão 14% das mulheres inquiridas e 10% dos homens”, frisa o estudo. Enquanto ¾ dos homens inquiridos entende como criminoso os praticantes da IVG, no seio das mulheres a proporção que assume essa mesma posição é bem mais moderada. Também são as mulheres as que, em maior proporção, têm entendimento contrário, ou seja, não entendem como criminosos os praticantes da IVG. Mais de 85% dos homens inquiridos, pronunciam-se abertamente que são contra a realização do aborto voluntário. Para o caso particular das mulheres, essa mesma posição é assumida por cerca de 77% do universo. Confrontados com situações de gravidez resultantes de violação, cerca de 1/3 das mulheres declaram a sua aprovação quanto a opção pela realização do aborto voluntário. No seio dos homens essa proporção é bem mais moderada, situando-se nos 22%.
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